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Mensagem  Lince do Mato em Sab 24 Out - 21:22

S, Tiago maior era um dos doze Apóstolos, irmão de S. João Evangelista. Tinham como Pai Zebedeu, patrão dum barco de Pesca no lago Genesaré. Chama-se Tiago “Maior” para o distinguir do Tiago “irmão” do Senhor. Os sinópticos (Mr 4, Mc e Lc 5) contaram-nos a vocação de João e Tiago; Jesus Chamou-os, quando os dois estavam ocupados a consertar as redes: deixem no barco o patrão, os rapazes contratados seguem o jovem Mestre. Tiago ficou sendo dos doze: em Marcos, é o segundo a seguir Pedro; em Mateus, Lucas e o Actos, é o terceiro. Figura nalgumas circunstâncias memoráveis: na cura da sogra de Pedro; na ressurreição da filha de Jairo; e na transfiguração.

O Divino Salvador chamou, a Tiago e João, Boanerges, “filhos do trovão”, por eles terem querido que fosse mandado fogo do céu sobre uma cidade hospitaleira de maneira semelhante ao que fizera Elias; mas o Senhor repreendeu-os. Quando eles subiam a Jerusalém, mandaram pedir a Jesus, por intermédio da mãe de Salomé, dois lugares de honra no futuro reino. O divino Mestre respondeu: Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálix que eu tenho de beber? – Podemos. - O meu cálix bebê-los-ei; quanto aos lugares de felicidade, isso depende de meu Pai. Não careciam de afoiteza; julgavam-se no direito de possuir o sinal da vinda de Jesus e do fim do mundo. O que é certo é que, ao entrar Jesus na agonia, eles dormitavam no jardim debaixo das oliveiras prateadas pela lua radiosa.

Mas o recinto no cenáculo levou á maturidade a sabedoria e a força de Tiago. Animado pelo Espírito Santo, veio com Pedro a Jerusalém para festejar a Páscoa. Herodes Agripa I mandou-o prender e executar (Act 12, 2); foi o primeiro apóstolo a derramar o sangue para mostrar ao Senhor quanto era séria a sua fidelidade, Uma tradição, recolhida por clemente de Alexandria, refere que o guarda de Tiago se converteu á visita da firmeza do testemunho que dava. Pediu perdão ao Apóstolo que o abraçou: “A paz esteja contigo”, e a ambos foi cortada a cabeça. Como se deu isso por altura da Páscoa, a nossa data de 25 de Julho é claro que bastante mal convém para comemorar tal facto: os gregos festejam-no a 30 de Abril.

O apostolado de S. Tiago na Espanha figura no fim do século VI, num catálogo apostólico, tradução latina dum texto bizantino que não representa uma tradição espanhola. S. Julião de Toledo (686) recusa a missão espanhola de S.Tiago. è notável que nem Prudêncio, nem Orósio, nem Idácio, nem Martinho de Dume, nem Isidoro, nem Bráulo, nem Taio, nem João de Biclar, nem Ildefonso mencionam, nos seus escritos autênticos, tal missão que seria de interessar capital para as Igrejas ibéricas. Igual silêncio em Grgóriode Tours e Fortunato, Em 416, o Papa Inocêncio I rejeita o apostolado de S.Tiago na Península. Mas o tumulo na Galiza? Antes de 830, situava-se o túmulo do Apóstolo na Judeia, em Cesareia da Palestina mesmo em Mamácia, entre o Nilo e a Ciraneia. Por 830 descobriu-se, no território de Amaea (diocese de Iria Flávia - El Padrón, na Galiza) um sepulcro dos tempos romanos. Foi celebrado com sendo de S.Tiago. A autoridade eclesiástica interveio, segundo ela, havia indícios graves. Não nos foi transmitido quais fossem. Por 850 redigiu-se um texto afirmado a transferência de Jerusalém para a Galiza. Segundo ele o corpo foi trazido por sete santos dos arredores de Granada, discípulos de Tiago. Tal texto supõe a pregação do mesmo Tiago na Espanha. No fim do século IX, foi escrita uma carta dum Papa Leão, contemporâneo (?!) de Tiago de a qual utiliza o catálogo apostólico. Pelos fins do século IX, recorde-se a epístola de Leão, puseram-se de parte os sete santos e introduziram-se dois discípulos adjuntos. O fragmento do catálogo foi substituído.

A história de Compostellna, acaba em 1139,admitiu o retoque mencionado. Não faltam defensores ainda hoje da “hispanidade” de S.Tiago uma coisa são os ossos mais ou menos completos, de alguém, e outra algumas relíquias na origem dum culto antigo.
No século X o túmulo de S.Tiago começou a atrair estrangeiros. No século XII, os peregrinos invadiram as estradas. Foram provavelmente os grandes abades de Cluny quem organizou, desde o século XI, essas procissões de fiéis para a Galiza.
S.Tiago, primeiro representado como apóstolo a segurar o evangelho, não tardou que figurasse como peregrino, com surrão autenticado por uma concha e empunhando ele um bordão. E contava-se que ele apareceu numa batalha e afugentou os Mouros em Cavijo em 834; foi portanto representado como cavaleiro mata – mouros.

S.Tiago foi martirizado no ano de 44 em Jerusalém
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